Eu tava com uma puta preguiça de escrever algo mas não poderia deixar de expressar minha felicidade em ter presenciado essa fera do heavy metal!!!
As fotos são minhas!!!
TIM 'RIPPER' OWENS
DRAKKAR MUSIC HALL, PORTO ALEGRE - RS, 20/10/2009
Review por Filipe Limas - Edição por André Luiz
Outubro tem sido o mês do metal e do rock em Porto Alegre, e na noite do dia 20 mais uma prova disso foi dada, com o show de Tim Ripper Owens no Drakkar Music Hall. O ex-vocalista do Judas Priest e do Iced Earth, atualmente promovendo seu primeiro álbum solo, Play My Game, apresentou um set recheado de clássicos do metal, em uma espécie de “banda cover de luxo”.
A abertura ficou a cargo da banda porto-alegrense Exilium, que fez um show correto. O som dos guris mostra muita influência de Pantera pós Cowboys From Hell, e ainda precisa ser bastante lapidado. Mas dá para notar que estão no caminho.
Após uma espera que pareceu eterna a cortina se abre e começa a introdução de Painkiller, do Judas Priest, e Ripper Owens começa a detonar. Após a versão destruidora, ele lança a pergunta “What’s my name?”, e todos respondem de imediato com o nome da próxima faixa, The Ripper, outro clássico do Priest, seguida da fantástica Burn In Hell, que talvez seja a melhor música gravada por Tim Owens com o Judas.
A primeira música do disco solo executada na noite foi It Is Me, que ficou bem legal ao vivo. Essa foi seguida de And You Will Die, do Beyond Fear, também matadora. A surpresa da noite ficou por conta do cover de Gates Of Babylon, do Rainbow, que eu não esperava.
A banda de apoio nos shows brasileiros, o Tempestt, se mostrou competente, em especial o guitarrista Leo Mancini, o baixista Paulo Soza e o baterista Gabriel Triani. Durante Rising Force, de Yngwie Malmsteen, Mancini e Soza “duelaram”, com o baixista substituindo o solo de teclado original. Mas esse foi justamente o ponto negativo da noite, pois tiveram a infeliz ideia de aumentar o som do baixo, que ficou mais alto que tudo na casa, inclusive que o vocal de Tim Owens.
Outro clássico do Priest pra levantar a galera, Electric Eye, e na sequência mais uma faixa de Play My Game, a ótima Starting Over. Um dos momentos mais curiosos da noite ocorreu após The Green Manalishi e Flight Of Icarus, quando Ripper cantou parabéns para um fã que disse estar de aniversário. Certamente foi o melhor presente que o cara recebeu esse ano.
Uma das minhas interpretações preferidas de Tim Owens de clássicos do Judas veio em seguida, com Grinder, seguida de Sympton Of The Universe do Black Sabbath e, para fechar o show, One On One. A banda se despede e, como é de praxe, voltam em seguida para o bis, com mais dois clássicos do Priest: Breaking The Law e Living After Midnight.
Após o show fica a satisfação de ter visto mais uma vez em ação um dos melhores vocalistas de metal da atualidade. Mas também à vontade de ver Tim Owens com sua própria banda, com um set list focado em suas canções. Torço para que um dia, preferencialmente em breve, Ripper consiga isso.